Curso de Arborismo em BH
O curso para formação de arborista vem se popularizando no Brasil. O arborista é um profissional treinado e capacitado para escalada e poda em árvores. Ainda não temos um curso em BH voltado para o público civil, apenas o Corpo de Bombeiros Militar oferece um curso de escalada, poda e corte de árvores para seus militares.
Mesmo assim, a procura por capacitação cresce a cada ano, acompanhando a profissionalização do setor de manejo arbóreo e a maior exigência por trabalho seguro em altura. A seguir reunimos as informações essenciais sobre a formação, o conteúdo programático, os equipamentos e as técnicas que diferenciam o arborismo profissional.
Para quem o curso de arborismo é recomendado
O curso de arborismo pode ser feito por profissionais de acesso por corda, técnicos em segurança do trabalho, profissionais de paisagismo, jardinagem, poda e qualquer pessoa interessada em aprender e desenvolver uma nova atividade com segurança. E o melhor: não é necessário experiência prévia.
Para quem já atua com acesso por corda ou trabalho em altura, o arborismo é uma especialização natural, pois aproveita boa parte da base técnica de segurança, ancoragem e progressão vertical exigida pela NR-35.
Equipamentos para arborismo você encontra na Loja Nerea
Conteúdo programático do curso de arborista
O curso básico para formação de arborista tem carga horária média de 24 horas, com conteúdo programático que costuma contemplar:
- Legislações aplicadas
- Norma para trabalhos em árvores ANSI Z133
- Conhecendo os equipamentos
- Inspeção de equipamento de escalada
- Instruções gerais de segurança
- Introdução aos equipamentos de arboricultura
- Biologia das árvores
- Avaliação visual e análise de riscos
- Técnicas de poda de árvores, conforme ABNT NBR 16246-1
- Técnicas e equipamentos auxiliares e sistemas de vantagem mecânica
- Nós e amarrações para trabalho em árvores
- Técnicas de arremesso
- Técnicas de acesso e movimentação vertical e horizontal
- Técnicas de progressão e posicionamento
- Noções básicas de resgate
Normas e segurança no trabalho em árvores
A atividade profissional do arborista é regida tanto por normas técnicas específicas quanto pela legislação de segurança do trabalho. A norma ANSI Z133 estabelece os requisitos de segurança para operações em árvores, enquanto a ABNT NBR 16246-1 orienta as técnicas de poda. No Brasil, o trabalho em altura acima de 2 metros é regulamentado pela NR-35, que exige análise de risco, capacitação e uso de EPI certificado.
Por isso, a formação não trata apenas de técnica de escalada: ela envolve avaliação visual da árvore, análise dos riscos do entorno e planejamento da operação. Para empresas e profissionais que atuam em manejo urbano, esse conjunto de competências é o que garante conformidade e reduz acidentes.
Equipamentos para arborismo
O arborista profissional depende de um conjunto de equipamentos específico, que deve ser inspecionado antes de cada uso. Entre os itens essenciais estão a cadeirinha (cinto de segurança), capacete, cordas, mosquetões, descensores, ascensores, fitas de ancoragem e os sistemas de arremesso (throw line). Todo EPI usado em trabalho em altura deve possuir Certificado de Aprovação (CA) válido.
Conheça mais a cadeirinha Albero, desenvolvida pela Ultra Safe para os profissionais de escalada e poda de árvores.
Cordas para arborismo
No arborismo, o diâmetro das cordas costuma ser maior do que em outras modalidades de corda. O padrão usado por arboristas varia entre 11 e 13 milímetros, escolha relacionada tanto à durabilidade e ao manuseio quanto ao desgaste imposto pelo contato com troncos e galhos. Cordas de menor diâmetro são mais leves e fáceis de transportar, mas exigem equipamentos compatíveis e maior cuidado na manipulação.
Arborismo e canionismo: técnicas em comum
O arborismo compartilha muitos fundamentos de ascensão e descenso em corda com outras atividades verticais. Carlos Rezende, praticante e pesquisador de montanhismo, explica de forma didática as possibilidades de articulação entre o arborismo e o canionismo, fruto da sua experiência como pesquisador e praticante. As técnicas mencionadas a seguir podem ser conhecidas com mais detalhe em artigos e vídeos publicados na internet.
Vale a consideração inicial: se é verdade que o desenvolvimento das técnicas dentro dos limites culturais de cada modalidade contribui para padrões de comportamento úteis à segurança e à efetividade dos praticantes, é também certo que a evolução das técnicas e a inovação geralmente surgem a partir do conhecimento que excede os limites de cada modalidade.
Diâmetro das cordas e transporte
O diâmetro das cordas no arborismo é maior do que no canionismo. Enquanto no arborismo o padrão varia entre 11 e 13 milímetros, no canionismo é comum o uso de cordas com 9 e 10 milímetros. Essa diferença parece estar mais relacionada ao peso das cordas do que à carga de ruptura.
No arborismo, embora a aproximação do local de prática possa ocorrer em locais distantes e de difícil acesso, em pesquisas de campo, por exemplo, o contrário é mais comum, especialmente na manutenção de árvores em centros urbanos, em que os equipamentos são transportados em veículos motorizados. Já no canionismo, a mochila de cordas é levada continuamente pelo praticante, desde a aproximação do cânion até o retorno. Nesse caso, o minimalismo na hora de definir o que levar é impositivo, pois a mochila interfere na efetividade do deslocamento. É possível, no entanto, que as cordas utilizadas no arborismo evoluam para diâmetros menores, mais fáceis de transportar e manipular.
Técnicas de ascensão e descenso
No canionismo, as técnicas de descenso são predominantes, pois a ideia essencial é seguir trechos de água localizados em áreas de montanha. Por isso, as subidas em corda são eventuais e curtas. Por outro lado, a necessidade de escape pode justificar subidas mais extensas com ancoragens em árvores. Essa demanda pode se apresentar também nos procedimentos de aproximação e retorno do cânion.
Nesse tema, pode-se afirmar que as técnicas de ascensão no arborismo caracterizam-se pela maior agilidade nas frequentes variações de subida, descida e deslocamento lateral.
O nó Blake
O nó Blake, por exemplo, poderia ser uma alternativa para o canionista, pois permite realizar as variações acima mencionadas e não demanda equipamento extra. O nó Blake é um nó blocante feito em duas cordas do mesmo diâmetro. Foi difundido entre os arboristas a partir da década de 90, em substituição ao nó Tautline.
O uso do Blake pode ser feito com o complemento de uma pequena polia instalada com a função de empurrar o nó para cima. Mesmo sustentando o peso do escalador, o Blake permite a rápida e leve variação entre ascenso, descenso e deslocamentos laterais. Isso lhe dá um desempenho especial, mas também o torna perigoso para praticantes menos habilidosos, reforçando a importância da capacitação formal antes de utilizá-lo.
Equipamentos de ação múltipla (multi ascenders)
Alguns equipamentos de ação múltipla para ascenso e descenso são bastante utilizados no arborismo. São denominados "multi ascenders", entre os quais se destacam: rope wrench, rope runner, unicender, akimbo e bulldog bone.
Em que pese a consideração já feita sobre a redução dos itens transportados pelo canionista, cabe citar os "multi ascenders" para reflexão, especialmente pela agilidade e segurança que proporcionam ao praticante. Esses equipamentos poderiam ser úteis na conquista de cânions, em que a instalação de chapeletas demanda estabilidade, precisão e agilidade nos procedimentos de ascensão, descenso e deslocamentos laterais.
Ancoragem em árvores
Em relação à técnica de ancoragem em árvores, presente nas duas modalidades, cabe focalizar dois procedimentos. O primeiro refere-se ao recolhimento das fitas de ancoragem. Nesse caso, é comum no arborismo passar a corda em dois aros de tamanhos diferentes para que, durante o recolhimento, um nó de rolha passe pelo primeiro aro, mas não pelo segundo. Assim, a fita descerá junto com a ponta da corda recolhida.
A técnica de recolhimento da fita à distância não é comum no canionismo, mas pode ser feita com sucesso. Basta utilizar dois aros em uma fita, sendo uma malha rápida e um mosquetão. Nesse caso, caberia o cuidado ao puxar a corda, pois o nó de rolha pode se prender em rochas.
O segundo procedimento refere-se à colocação da fita de ancoragem no tronco distante. No arborismo, esse desafio é frequente e a solução é o lançamento de um pequeno peso de aproximadamente 250 gramas (throw line) amarrado a uma corda de 2 milímetros. Em seguida, através de uma técnica própria, a fita é levada ao ponto de ancoragem e a corda puxada para passar nos dois aros. Esse método é bastante efetivo, mesmo nos casos em que os pontos de fixação se encontram acima de 15 metros.
Enfim, são apenas algumas características e técnicas das duas modalidades, mencionadas aqui como pontos de interseção, na expectativa de focalizar a oportunidade de inovação resultante do diálogo entre os praticantes.
Carlos Roberto Alcântara de Rezende
Professor de Educação Física
Mestre e Doutor em Administração
Praticante e pesquisador sobre montanhismo
Onde encontrar equipamentos certificados
Seja para o curso de formação, para o trabalho profissional de poda e manejo arbóreo ou para a prática esportiva, contar com EPI certificado e cordas de qualidade é o que garante segurança em altura. Na Loja Nerea você encontra cadeirinhas, capacetes, cordas, mosquetões e descensores das principais marcas do mercado, com foco em conformidade técnica e atendimento especializado.
Referência: https://www.arbolab.com.br/


