Uma viagem com destino ao Everest

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O Everest é o sonho de muito montanhista fissurado por altura, afinal colocar no currículo o maior monte do mundo não é para qualquer um. 

O educador Leonardo Duarte, 30 anos, e seu pai, gerente financeiro, Fernando Duarte, 56 anos, vão partir para uma aventura em abril de 2019 e o destino final é o acampamento base no Everest, que está localizado a uma altitude de 5000 metros. 

Por mais que pareça uma aventura extrema, essa expedição para o acampamento base pode ser feita por qualquer pessoa que esteja disposta a se preparar para ela. Leonardo e Fernando estão comprando equipamentos como bota e mochila para já ir se acostumando e evitar dores de cabeça em um lugar mais extremo. 

O Everest possui 8848 metros e é visitado por centenas de turistas ao longo do ano, os motivos para a escolha do gigante gelado, seja para conquistar o cume ou para chegar até o acampamento base são vários e Leonardo contou o dele:

No início desse ano eu assisti o filme A Escalada, e ele me despertou uma super curiosidade. Na maioria dos filmes de escalada a gente já vê as pessoas na montanha e prontas para escalar. 

Nesse filme foi diferente. Mostra uma pessoa comum indo para o Everest, desde a chegada em Kathmandu passando por toda a trilha até a montanha. Vendo o trajeto, a cultura local e as paisagens fiquei com muita vontade de fazer esse trekking. 

Depois de decidir o destino, partimos para o planejamento da viagem, pois sabemos que para uma aventura ser bem sucedida é necessário planejamento e muito estudo em cima do lugar que será seu destino. 

A grande maioria dos destinos possuem uma época mais recomendada, e o Everest não fica de fora, Léo contou porque escolheu viajar em abril. 

Existem duas temporadas para se ir até o Everest. De março a maio e de setembro a dezembro. São duas temporadas em que o clima e o tempo apresentam as melhores condições para se fazer  a trilha tanto quanto para os times que tentam o cume da montanha. 

Escolhemos abril do ano que vem para ter um tempo maior de preparo, tanto físico quanto orçamentário, para conseguir realizar trekking de forma tranquila. 

A preparação para uma aventura não se limita apenas na escolha da melhor época e melhor estadia, é preciso ter preparo físico para encarar os desafios, ainda mais quando estamos falando de uma aventura no monte Everest. 

O educador contou como ele e seu pai estão se preparando para essa aventura. 

De todos as pessoas com quem conversamos o que entendemos é que se você ter um preparo mínimo(faz caminhada, pratica algum esporte ou vai na academia) você é capaz de cumprir com os desafios desse trekking. 

No nosso caso, meu pai tem uma rotina de treinos de musculação e cardio com o personal dele de duas a três vezes por semana além de uma dieta balanceada. Eu tenho focado em caminhadas e corridas. 

Até a viagem estamos planejando realizar de duas a três travessas já com com as botas do trekking, mochila e outros equipamentos para ter uma experiência mais próxima de como será lá. 

Acostumar-se com o local também é importante, porém o Everest possui condições extremas, o que pode dificultar esse processo, Leonardo contou como será a aclimatação na viagem:

Ao todo serão 15 dias de viagem. O primeiro dia e o segundo dia em Kathmandu serão para chegar, conhecer um pouco da cidade, preparar todos os equipamentos e alinhar a viagem com nosso guia. À partir do 3° dia serão 8 dias seguidos de caminhada até o Acampamento Base, sendo 2 desses dias de aclimatação. 

Uma coisa que eu acho que vale a pena deixar claro é que eu por exemplo, achava que aclimatar significava ficar tranquilo na nossa vila acostumando a altitude. Bom, não é bem assim. Nos dois dias de aclimatação devemos permanecer ativos e faremos caminhadas curtas pela região onde estaremos hospedados naqueles dias. 

Existem remédios que auxiliam com o mal da altitude, mas das pessoas com quem conversei a dica é beber muita água(algo entre 5-7 L por dia) e respeitar o ritmo do corpo. Ao longo do trekking é importante fazer pausas, descansar e apreciar o local. Não é uma corrida. 

Os equipamentos são fundamentais para qualquer aventura, porém o que levar é sempre uma incógnita muito grande, ainda mais em primeira viagem. 

Ouvir relatos e experiências de quem já foi ou de algum morador local é fundamental para que sua checklist seja boa. Leo conta como está montando a lista de itens:

Para montar nosso checklist da viagem fizemos um combinado da lista que nossa agência nos enviou junto com o que conseguimos aprender com os relatos de quem já foi. 

Se você não conhece ninguém que já foi para lá, existem inúmeros vídeos no Youtube com as pessoas mostrando item por item o que levaram para fazer o trekking. É bem didático e ajuda demais a entender como montar sua mochila. 

Como toda viagem da para fazer um esquema mais barato ou mais caro. A gente está tentando fazer um mix. Para equipamentos fundamentais, estamos investindo mais como a bota e a mochila que serão companheiros fundamentais ao longo da viagem. Outros itens que não usaremos tanto em outras oportunidades estamos mapeando o que podemos comprar de marca nacional ou até mesmo alugar direto no Nepal. 

 

Os Xerpas são guias naturais do Himalaia que vivem de plantação e viram no turismo uma oportunidade de otimizar a renda. Para tentar ajudar os Xerpas, Leo optou por utilizar o serviço deles:

Conversando com algumas pessoas que já fizeram o EBC, aprendemos que essa atividade é uma forma de apoiar a economia local e muitas vezes o faturamento nessa época de subida ao Everest acba sendo a economia para períodos com menos turistas. 

Além disso, o educador vai aproveitar o serviço para conhecer mais dos pequenos habitantes do Himalaia:

Esperamos também ter a oportunidade de interagir e trocar experiências com os Xerpas para aprender mais sobre a cultura e histórias deles. 

Em viagens para destinos mais exóticos ou para um algum lugar especial a expectativa toma conta, Leonardo falou um pouco sobre como está a ansiedade:

Como a gente começou a sonhar com essa aventura em janeiro a gente já tá que não se aguenta mais para chegar lá(risos). Na verdade o que queremos é poder fazer algo único e que nos permita ter esse momento de pai e filho. Vamos ver como será... já estou pensando o que escreveer quando votlar de lá. 

 

Agora que sabemos que qualquer pessoa bem preparada consegue fazer essa viagem, que tal começar o planejamento? Afinal, citamos dicas muito boas e quando ele voltar vamos trazer em primeira mão o relato da dupla em relação a viagem e ao lugar. 


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