Ancoragem Trabalho em Altura

Ancoragens

Teste de força de ancoragens. Veja o que foi feito e alguns resultados dos especialistas da Espanha

 

Buscamos  uma forma de apresentar o quanto suporta os vários tipos de ancoragem. O teste descrito aqui foi reproduzidos pela Asac Formación  da Espanha que submeteu vários equipamentos até a ruptura  em diversos tipos de ancoragem para escalada utilizados naquele país, como Spits, micro perfuradores, parabolts, cordeletes entre outros comumente utilizados pelos  escaladores locais.  Esse teste pode dar uma boa ideia de como avaliar as ancoragens no  Brasil.

O que foi testado

Tensores, parabolts, spits, perfuradores, correntes, mailons, argolas, pítons em vários tipos de paredes e modalidades de ancoragens fixas.

O teste

O pessoal da Asac realizou várias provas em diferentes suportes de concreto e tipos de rocha. Vejam o alguns números da força de cada equipamento.

1 – Chumbador Spit (M8x30, cunha de 12 mm), recém instalado e corretamente expandido. Resistência ao arrancamento: 14,26 kN (superfície: concreto, resistência a compressão de 310Kg/cm2)

2 – Chumbador Parabolt Hilti HSA-R (M10x83, inoxidável A4), recém instalado. Resistência: 25,5 kN. Na imagem pode-se apreciar os esforços de arrancamento produzidos em sua extração. (superfície: concreto, resistência a compressão de 310Kg/cm2)

3 – Mailon sem marca de 6 mm, galvanizado e de “aço doce” (baixo conteúdo de carbono), recuperado da via “Duro de pelar” em San Bartolo (Cádiz), com 15 anos de uso. Resistência: 10,34 kN.

4 – Fita anel plana de 26 mm (poliamida) da marca Beal fechada através do nó de fita. Estava completamente nova, sem marcas de uso, porém estava exposta ao sol e as intempéries do tempo durante um ano. Resistência: 9,81 kN (O fabricante marca em sua ficha técnica uma resistência de 19 kN neste tipo de fita).

5 – Chumbador Micro perfurador M8x15 com chapeleta recuperável. Resistência ao arrancamento: 5,2 kN. (superfície: concreto, resistência a compressão de 310Kg/cm2)

6 – Mosquetão Faders, modelo Free (de duralumínio), resistência marcada pelo fabricante 22 kN. Resistência real após 16 anos de uso: 24, 32 kN.

7 – Anel de cordelete Beal de 7 mm (poliamida), fechado através de um nó pescador triplo. Esteve exposto através das intempéries do tempo na parede de Chamizo durante quatro anos. Carga de ruptura: 7,02 kN. Deslizamento do nó: 25 mm. O fabricante marca para este tipo de anel uma resistência de 16,8 kN.

8 – Chumbador Spit M8x30, cunha de 10 mm recém instalado. Resistência ao arrancamento: 9,74 kN. Na imagem podemos apreciar como ele não foi totalmente expandido (superfície: calcário, resistência a compressão de 430Kg/cm2).

9 – Chumbador HKD da marca Hilti, M10x25, cunha de 12 mm, ancoragem de expansão por cone interno. Resistência ao arrancamento: 7,89 kN. (superfície: calcário, resistência a compressão de 430Kg/cm2).

10 – Chumbador Parabolt sem marca M8x75, bicromatado e de aço carbono, recém instalado e esforço de arrancamento com chapeleta recuperável. Resistência: 7,01 kN.

11 – Argola caseira de 10 mm em de cabeceira de via, com solda medíocre, exatamente na zona de trabalho da corda: 7,94 kN.

12 – Cabo de aço de 7 mm, montado com dois clips, com 15 a 20 anos de uso, formava junto com a argola citada anteriormente a cabeceira de uma via clássica do Cerro Del Hierro, Resistência máxima alcançada sem chegar a ruptura: 40,21 kN.

A resistência a compressão dos diferentes suportes e tipos de rocha em que foram instaladas as ancoragens foram obtidas com um Esclerômetro.

É muito importante saber qual tipo de ancoragem é mais indicada para determinado tipo de rocha ou avaliar seu desgaste, pois isso pode ser a diferença de segurança na escalada.

Dicas para  saber mais sobre  ancoragens no Brasil: leia  

http://www.carioca.org.br/doc_tecnicos/grampos.pdf e   

http://www.femerj.org/images/arquivos/a_introducao_dos_grampos_de_titanio_no_brasil.pdf .

Boas aventuras 

Loja Nerea

 


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